Vida.

Será que na vida, o belo se resume apenas à grandes sentimentos, grandes realizações e feitos?

Tenho me questionado quanto à graça dos pequenos sonhos de felicidade contidos dentro de mim. Sobre a forma com a qual enxergamos o nosso dia a dia e o quanto deixamos de sentir a beleza no simples fato de estarmos vivos. Claro que ninguém é feliz todos os dias, ou ao menos um dia por inteiro. Essa teoria de fazer todos os dias virarem sextas-feiras não me convence.

E sabe que até acho graça de ver graça nesses pequenos momentos de felicidade, quando me deparo com o que sou e com aquilo me faz ser o que sou. Muito além do que me define exteriormente, muito além dos meus trejeitos perceptíveis e questionáveis.

Observar o que me faz estar viva e o que faz fazer valer a pena é algo tão intrigante, maravilhoso e diria até que um bocado agridoce. Mas é do gosto ruim que se valoriza o que é doce. A experiência sensorial do que te faz feliz é tão íntima e única e ao mesmo tempo tão universal, tão comum.

Tomar uma xícara de chá em sua cama de lençóis surrados, aos olhos do seu companheiro fiel, preguiçoso e amado. Sentir o sol bater na janela e inundar seu quarto de sentimentos bons. Esticar as canelas e lembrar de uma cicatriz, sorrir ao ver que apesar da dor ja quase que esquecida, ela está ali pra te lembrar que você cresceu com ela. E como!

Deitar sem travesseiro, sentir seu cabelo passar de um lado pro outro, tocar seu rosto sem incomodo, sem preocupação. Girar, bocejar, respirar e inspirar.

Numa ordem poética, desordenada e feliz. Pequenos prazeres da vida, pequenas recordações, pequenos momentos de leveza e felicidade.

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