Toc, toc

Quando a gente fecha a porta pelo lado de dentro.

E esconde a chave na imensidão do vazio da memória.

Debruça nas próprias arestas da vida, tentando encontrar na dor as suas respostas.

A vida reflete no embaçado aqui do lado de dentro. Cheio de calor de quem vive pequeno.

Bom é ser silêncio em meio ao barulho. Ouvir o sussurro sincero dentro do mundo.

Toc, toc, não me toque.

Metal e pele causam choque.

Verde ver de perto, mas só de longe. Tudo questão de desfoque.

 

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