Paula

Entre uma terça-feira incomum, um cochilo na sala, o cheiro do café feito em casa, as fotos de hoje contemplam um contraponto de sentimentos. Se o meu momento é de completa preguiça e cabeça vazia, as fotos da Paula emanam essa força única. Uma autenticidade singular que me faz esquecer sua pouca idade e apenas me atentar a sua tamanha maturidade.

Dentre tantas coisas que eu poderia aqui escrever, me lembrei de um poema que para Paula seria o mais puro prazer. A vejo em cada linha, verso e rima. Paula minha querida, essa pequena gigante com uma força que a tua volta só ilumina.

Sensibilidade

Gosto quando as pessoas discordam de minhas escolhas.

Sinal de que ainda sou única. Ah! Se todos gostassem do azul!

Gosto quando não aceitam meus elogios como sinceros.

Tenho que aprender a falar com convicção.

Gosto quando não sou compreendida ou mal interpretada.

Preciso elaborar melhor as idéias.

Sei que não agrado a todos.

Talvez seja eu, humana imperfeita.

Tudo o que me cerca, desde o menino que me responde com rispidez na fila do banco.

Ao carteiro, que não está em seus melhores dias.

Ao caixa do supermercado, que em sua exaustão, não sorri.

Aceito com pura humildade.

E agradeço por ter a oportunidade divina e a inteligência,

de interpretar tudo como um contínuo e ininterrupto aprendizado.

(Silvia Pereira – Coletânea Literária A.P.E.B 2014)

Δ
ensaio_tassiane (1 de 10)ensaio_tassiane (2 de 10)ensaio_tassiane (3 de 10)ensaio_tassiane (8 de 10)ensaio_tassiane (5 de 10)ensaio_tassiane (9 de 10)ensaio_tassiane (4 de 10)ensaio_tassiane (7 de 10)ensaio_tassiane (10 de 10)
Bj,


Tutu

Leave a comment